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Ministro da Defesa da Itália pede a seu homólogo de Israel que ‘não alimente violência’

17 de abril de 2024 - Por Comunità Italiana
Ministro da Defesa da Itália pede a seu homólogo de Israel que ‘não alimente violência’

Em uma ligação na terça-feira (16), o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, pediu a seu homólogo de Israel, Yoav Gallant, que “não alimente a espiral de violência” no Oriente Médio. “Ao manifestar minha amizade, reforcei também minhas preocupações por uma possível evolução em uma região já duramente atingida. A ultrapassagem de uma linha vermelha, com o ataque direto [do Irã] a Israel, em seu território, perturba”, disse o italiano.   

“Mas justamente agora é preciso maturidade e agir conforme as regras do direito internacional para evitar alimentar a espiral de violência que derrotaria a nós todos”, acrescentou.   

O ministro destacou que “a Itália é amiga de Israel”: “Foi quando sofreu o bárbaro atentado terrorista por parte do Hamas e é neste momento de crescente instabilidade na área. A Itália continuará fornecendo ajudas humanitárias ao povo palestino e favorecendo de todas as formas as condições para o retorno à mesa de negociações”.

Manifestantes e polícia entram em confronto em Roma

Uma manifestação terminou em confronto, agressões e prisões na terça-feira na Universidade La Sapienza de Roma. O protesto foi para pedir que a instituição suspenda seus projetos de colaboração acadêmica com universidades israelenses, em meio à guerra entre o país judeu e a organização fundamentalista islâmica Hamas.

Estudantes, docentes e pesquisadores criticam especialmente um acordo entre o ministério israelense da Inovação, Ciência e Tecnologia e a pasta italiana das Relações Exteriores para financiar projetos de pesquisa entre os dois países.   

Para os manifestantes, há o risco de financiar tecnologias “dual use” – que possam ser usadas tanto para fins civis quanto para propósitos militares. Eles vinham pedindo ao senado acadêmico, que representa os estudantes e os docentes, que a universidade não participasse, mas não tiveram retorno.   

Durante uma nova reunião do senado acadêmico nesta terça, duas estudantes se acorrentaram na entrada da reitoria, e um protesto com diversos comitês estudantis foi realizado, entoando palavras de ordem como “fora a guerra das universidades” e levando cartazes em apoio à causa palestina.   

Em frente à reitoria, um professor leu o apelo assinado por 2,5 mil integrantes da comunidade acadêmica, reivindicando o fim de todas as colaborações entre a Sapienza e instituições israelenses, a indústria bélica e as forças armadas italianas, além da demissão da reitora Antonella Polimeni. 

Ao deixarem o campus, os estudantes foram bloqueados pelas forças de ordem. Ao menos dois estudantes teriam sido presos, um por danificar uma viatura e uma por agressão a um agente.   

Em nota, a Sapienza rejeitou “a ideia de que o boicote à colaboração científica internacional, a renúncia à liberdade de ensino e pesquisa, e a negação das responsabilidades associadas de cada pesquisador individual possam promover a paz e o respeito à dignidade humana”, mas expressou “dor e horror com a escalada militar e com a crise humanitária em curso na Palestina”.   

Representantes do governo se solidarizaram com a gestão da Universidade e condenaram a manifestação. “Plena condenação pelas violências por parte de coletivos em Roma. Destruições, agressões, confrontos, isso não é manifestação, é delinquência”, escreveu a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.   

“O que está acontecendo é vergonhoso. O protesto legítimo nunca pode levar à violência e à opressão. A decisão do Senado mostra que a comunidade acadêmica não aceita imposições de uma minoria que quer isolar as universidades italianas do contexto internacional. A pesquisa não é boicotada”, disse a ministra da Universidade, Anna Maria Bernini. (com dados de agências internacionais)

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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