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Curso do Iila ensina no Rio a preservar, salvar e conservar relíquias históricas e artísticas em caso de catástrofes

08 de julho de 2024 - Por Mauricio Cannone
Curso do Iila ensina no Rio a preservar, salvar e conservar relíquias históricas e artísticas em caso de catástrofes

Tragédias climáticas como enchentes em Porto Alegre, terremotos, eventos infelizmente muito comuns na Itália, crimes, atos terroristas não fazem apenas vítimas humanas. Patrimônios artísticos, históricos, culturais também sofrem com isso. E para protegê-los, uma squadra, equipe em italiano, muito especial veio justamente do Belpaese para ensinar e compartilhar experiências com brasileiros e outros irmãos sul-americanos. Entre eles Paolo Iannelli, engenheiro e superintendente de áreas atingidas por terremotos ocorridos em 2016 na Itália.  

O Iila — Instituto ìtalo Latino-Americano, com sede em Roma — une Itália a 20 países das Américas, ministrou de 24 de junho a 2 de julho o curso “Os Capacetes Azuis da Cultura. Patrimônio cultural em caso de desastre: Riscos e intervenções de segurança”. Com apoio dos Ministérios da Cultura de Brasil e Itália, além de várias outras instituições dos dois países como Os Carabinieri, Polícia Militar italiana.

A maior parte do curso teve cenário nobre: o Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro. Cláudia Saldanha, diretora do Paço, saudou Massimiliano Iacchini, cônsul-geral italiano no Rio recordando que juntos já fizeram no mesmo espaço a exposição de pintura “Cores da Paisagem Nápoles-Rio já exibida no Paço Imperial”.

O cônsul agradeceu a participação de diversas instituições e lembrou que o evento ocorreu em momento bem oportuno:

— Agradeço ao Ministério da Cultura, ao Iila, ao Comando dos Carabinieri. Isso tudo é muito importante para a tutela do patrimônio cultural — enfatizou Iacchini. — Justamente isso ocorre no ano em que o presidente Lula veio à Itália. E Sergio Mattarella, presidente italiano, e a primeira-ministra do nosso país, Giorgia Meloni, vão visitar o Brasil.

Curso de instituto Iila ensina no Rio a preservar, salvar e conservar relíquias históricas e artísticas em caso de catástrofes 1

Perito criminal da Polícia Federal, Mário Henrique Santana, lembrou que o Brasil é um continente, com longas fronteiras terrestres e marítimas, muito difícil de controlar saídas ilegais de bens culturais. Ele, como outros policiais militares, gostaria que houvesse legislação mais específica no Brasil para crimes contra o patrimônio artístico, histórico, cultural. Tutela maior como existe na Itália e até em países sul-americanos como a Argentina.

— O Brasil está entre os maiores dez alvos do mundo do mercado ilegal de bens culturais, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Mas já há avanços, segundo Santana, nesse sentido:

— Alguns bens já voltam para o Brasil. Como uma obra literária recuperada em Londres, furtada de um museu no Pará, por exemplo.

Secretária-geral do Iila, Antonella Cavallari veio ao Brasil para o encerramento do curso no Rio e também por outros motivos. Fez visitas a ministérios em Brasília, tratou da cooperação espacial entre os dois países. Inaugurou estação de tratamento de esgoto em Mariana, em parceria com o governo de Minas Gerais.

— Meu coração é italiano, mas também latino-americano — fez questão de ressaltar Antonella Cavallari. — O Iila já havia feito e 2023 projeto de formação de força tarefa para proteção do patrimônio cultural com curso na Cidade do México para países centro-americanos e andinos. E agora no Brasil, superpotência cultural, com outros sul-americanos. Patrimônios culturais diferentes. Trabalhamos para preservar a imensa riqueza cultural da América Latina. E o Iila, que une a Itália a 20 países da região, tem como objetivo fazer rede para a segurança do patrimônio de cada país em caso de catástrofes naturais, guerras, ataques de qualquer tipo. Formar pessoas com características diferentes: funcionários públicos, arqueólogos, historiadores, forças de polícia.         

E muitas pessoas com essas funções participaram do curso no Rio, representando Brasil, Colômbia, Paraguai e Chile. A brasileira Natália Leal da Silva, historiadora do Centro Lúcio Costa, participou do evento como observadora. Mas também aprendeu muito. Ela pôde adquirir ricas experiências de outros países como a Itália e como preservar bens culturais em casos de catástrofes:

­ — Os protocolos ensinados foram muito importantes. A guarda dos bens, a coleta, o transporte do material para lugares seguros.       

Comunità Italiana

A revista ComunitàItaliana é a mídia nascida em março de 1994 como ligação entre Itália e Brasil.

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