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Porta-bandeira da Itália em Pequim faz manifestação pró-Tibete |
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18 de julho de 2008 |
O canoista italiano Antonio Rossi, porta-bandeira do país na
Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, aderiu à campanha a favor da
libertação do Tibete e cortou uma mecha de cabelo, assim como
outros atletas da equipe olímpica italiana. A idéia partiu da
jovem cineasta italiana Cinzia Pedrizzetti e do publicitário
genovês Andrea Rosagni, que tentaram envolver os atletas
olímpicos em uma iniciativa a favor do Tibete, intitulada
"A wisp for - A peaceful act for a peaceful solution"
(Uma mecha por - Um ato pacífico por uma solução pacífica).
- Mandaremos todas as mechas que estamos
recolhendo para o consulado chinês. É um gesto que lembra aquele
dos monges tibetanos, que se depilam completamente para
demonstrar seu abandono das coisas materiais, e pensamos de
envolver os atletas para chamar a atenção para o fato de que o
esporte é a favor da paz e que não é verdade que ninguém está
percebendo a situação no Tibete - disse Cinzia.
Antonio Rossi logo aderiu à causa e a imagem do
atleta e de muitas outras pessoas cortando mechas de
seus cabelos podem ser encontrados na internet, em sites de
compartilhamento de vídeos.
- Não é nada político, foi uma iniciativa
simpática e original. Antes e depois das Olimpíadas é preciso
também falar desses temas e há diversos modos de dizer as coisas
- disse o canoísta.
Para Rossi, no entanto, todas as manifestações
pessoais devem ser deixadas de lado durante as Olimpíadas.
- Durante os Jogos, no entanto, os atletas devem
pensar em ser atletas e não é certo jogar em cima deles questões
políticas que devem ser resolvidas por políticos. Segui e sigo
os acontecimentos no Tibete, e sou próximo ao tema, mas nesse
meu gesto não há nada de político, e ele não deve ser instrumentalizado.
Fonte: Globoesporte.com
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