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A polícia financeira italiana executou 14
mandados de prisão cautelar contra profissionais da saúde acusados de
falsificar prontuários médicos a fim de obter lucro.
Alguns médicos são acusados, ainda, de homicídio doloso e lesões graves, informou o corpo militar da polícia fiscal.
Os presos são médicos e um dirigente da clínica Santa Rita de Milão, norte da Itália.
Dois dos outros 14 acusados já estavam presos por outras razões. As
detenções foram efetuadas após uma ordem assinada pela juíza de
instrução Micaela Serena Curami, a pedido das promotoras Tiziana
Siciliano e Grazia Pradella.
Os presos são acusados dos crimes de falsa declaração e fraude contra o
Serviço Sanitário Nacional de Saúde (SSN, pago pelo Estado).
Alguns dos médicos, após perícias, foram acusados também por lesões
gravíssimas e homicídio doloso, por ter "submetido alguns pacientes a
operações traumáticas sem ter em conta seu estado de fragilidade pela
idade e condições clínicas", informou a polícia.
Também é investigada a clínica onde aconteceram as supostas fraudes.
Os lucros obtidos indevidamente dos órgãos públicos foram estimados em
2,5 milhões de euros, em uma investigação que começou em janeiro.
Segundo a promotoria, os acusados falsificaram os prontuários médicos,
afirmando a continuidade de algumas patologias e a necessidade de
outros tratamentos, a fim de pedir à região da Lombardia e ao SSN um
reembolso superior ao devido durante os anos de 2005 e 2006.
Alguns tratamentos médicos eram realizados utilizando códigos de
reembolso correspondentes a intervenções mais caras que as que estavam
sendo aplicadas.
Fonte: Ansa
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