la gente, il posto

Claudia

ClaudiaMonteiroDeCastro1Museu Luigi Tenco
Em 2006, foi criado em Ricaldone o Museu Luigi Tenco. Ricaldone é a cidadezinha da região de Piemonte onde o cantor passou os seus primeiros dez anos de sua vida. Foi nesse pequeno centro que, de acordo com suas palavras, ele “aprendeu a amar o sol”. Em seguida, a família mudou-se para Gênova. No museu, localizado do lado da igreja principal da cidade, há discos, textos e fotografias do compositor. Pode-se visitar o museu somente ligando para a prefeitura de Ricaldone: 014474120.

Se un giorno tu/verrai via con me/amore mio/andremo insieme a vivere là/nella mia valle/dove ho imparato ad amare il sole/perché fa crescere l’erba nei prati/dove ho imparato ad amare la pioggia/perché fa crescere l’acqua nei pozzi.

ClaudiaMonteiroDeCastro2O festival de Sanremo e Luigi Tenco
Ah! O tempo dos festivais de música! Mas para ser sincera, nem posso ser muito nostálgica em relação aos festivais, pois, afinal, não pertencem bem à minha época, e sim à geração de meus pais. Foi um período de ouro da música brasileira. Os festivais ajudaram a revelar grandes compositores e intérpretes. Duraram de 1965 a 1985 e foram realizados pela TV Excelsior, TV Record, TV Rio e Rede Globo. Na realidade, o festival brasileiro de música foi inspirado no festival italiano de Sanremo, que existe desde 1951 e continua até hoje. No início, acontecia no final de janeiro, mas mudou para fevereiro. De 1953 a 1972, cada canção era cantada por dois intérpretes, em dois momentos diferentes do festival. No Brasil, ganhou notoriedade o festival de 1968, pois a canção vencedora foi Canzone per te, escrita por Sergio Endrigo e Sergio Bardotti, interpretada por Sergio Endrigo e pelo nosso grande Robertão. Quando Roberto Carlos voltou ao Brasil, foi recebido pelos brasileiros como o grande vencedor do festival.
Moro na Itália desde 2002, mas confesso nunca ter seguido o Festival de Sanremo. Em parte, porque não assisto à TV. E também porque a qualidade das canções, ah, deixa pra lá! Não vou nem comentar, para não parecer saudosista. As décadas de 60 e 70 para mim são insuperáveis.
Este ano, como parte do programa do festival, festejam-se os 50 anos da morte do compositor e cantor Luigi Tenco. No festival de 1967, ele participou com a sua canção Ciao Amore Ciao, cantada por ele e por Dalida, a diva francesa, com quem ele estava vivendo uma paixão às escondidas. Sua canção não agradou e foi desclassificada. Nessa mesma noite de desclassificação, Luigi Tenco suicidou-se. Deixou um bilhete, dizendo que era uma forma de protesto. Ainda não tinha completado 29 anos. Muito se falou e se polemizou a respeito desta morte. Provavelmente, ele, que nunca foi um fã de festivais, introvertido, muito fiel às suas ideologias e contra canções comerciais, não deveria ter participado. Mas acabou cedendo. Deixou-se convencer para tentar dar um passo, de compositor de nicho a compositor mais popular. Afinal, escritores escrevem para ser lidos e compositores, para serem ouvidos. Provavelmente estava alterado e acabou cometendo uma bobagem naquela noite. O mais triste de tudo é que, mesmo com seu suicídio, o festival daquele maldito 1967 prosseguiu; afinal, the show must go on.
Eu sou suspeita para falar de Luigi Tenco. Adoro sua voz, seu rosto bonito com ar triste, seus olhos profundos, sua sensibilidade. Amo suas canções, principalmente Mi sono innamorata di te, Vedrai, vedrai, Ho capito che ti amo, Un giorno dopo l’altro, Lontano, Lontano. Gostaria de dedicar a coluna deste mês a este homem-menino cheio de sonhos, que partiu tão cedo, mas que deixou tanta saudade em muitos corações.

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